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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Encontro de gerações


Encontro de gerações
Sabemos que é na família que está a base da construção do caráter e também a educação dos sentimentos da criança e do jovem.
O lar é, por excelência, uma grande e abençoada escola, uma instituição humana educativa na qual aprendemos a amar pais, filhos e irmãos para, um dia, ampliarmos esse amor a toda a Humanidade.
A família é oportunidade, concedida por Deus, de reajustes do passado e de consolidação do afeto.
O processo de educação é relativo pois, ao mesmo tempo em que pais e mães estão educando seus filhos, estão também crescendo individualmente.
A ingenuidade infantil facilita a tarefa de modelagem do caráter e o direcionamento adequado das más tendências.
É então na adolescência que costumam surgir as grandes dificuldades. É nessa fase que o jovem está buscando construir a sua própria identidade, estabelecendo-se facilmente um conflito entre as gerações.
As diferentes visões de mundo podem ser uma das causas desse conflito. Salutar entender que a diversidade de opiniões é necessária para o avanço e procurarmos não fazer dessas diferenças motivo de discórdia.
Elas passam a se tornar motivo de choque quando as partes envolvidas, pais e jovens, sobretudo os mais velhos, tentam impor a sua visão de mundo.
Para que não ocorra essa imposição, por nenhuma das partes, deve haver muito diálogo, nos relacionamentos, objetivando a construção de uma nova visão e o aprendizado de que o ponto de vista do outro deve ser respeitado.
Outra questão que leva a essas divergências é a diferença de valores e interesses entre as gerações.
É certo que há valores que são perenes e devem fazer parte da construção do caráter de pessoas de bem. Honestidade, respeito, aprendizado de uma ocupação útil, ética e esforço pessoal são aquisições inquestionáveis.
Porém, se nos mantivermos cristalizados em nossas próprias experiências, tendemos a transferi-las para nossos filhos, não abrindo espaço para que eles desenvolvam seus próprios interesses.
O tipo de educação recebida pelos pais pode colaborar nesse processoOpressão demais e processos de intolerância geralmente não causam resultados positivos. A flexibilidade é necessária em certos momentos.
Deve-se cuidar também com a permissividade em excesso.
Na busca de uma nova definição para si mesmo, o jovem passa a apresentar características que antes desconhecíamos, muitas das quais preferíamos que eles não as tivessem, mas temos que aprender a respeitá-las.
É fundamental diferenciar o que é específico da personalidade do indivíduo, como os gostos e preferências, e o que precisa ser moldado e orientado.               

sexta-feira, 6 de abril de 2012


Dever de trabalhar

Em conhecida passagem do Evangelho, Jesus afirma que o Pai Celeste trabalha até agora e que Ele também trabalha.
Trata-se de um interessante ensino, em um mundo que não costuma perceber o trabalho como uma bênção.
Em todos os quadrantes das atividades humanas, é possível observar criaturas queixosas e insatisfeitas.
Quase todas pedem socorro.
Raras amam o esforço que lhes foi conferido.
A maioria revolta-se contra o gênero de seu trabalho.
Os que varrem a rua querem ser comerciantes.
Os comerciantes desejam a condição de industriais.
Os trabalhadores do campo preferem a existência na cidade.
Quem obedece almeja mandar.
Os convocados aos altos postos falam do peso de suas atribuições.
O problema, contudo, não é de gênero de tarefa, mas de compreensão da oportunidade recebida.
De modo geral, as queixas, nesse sentido, são filhas da preguiça inconsciente.
Trata-se do desejo de conservar o que é inútil e ruinoso, das quedas do próprio passado.
O anseio pelas altas posições sinaliza uma visível vaidade.
O desejo de muito ganhar e pouco fazer evidencia ganância e preguiça.
Todo homem é herdeiro de si mesmo, em especial quanto a seus pendores e aptidões.
Ele é sabiamente colocado pela vida nas posições mais adequadas ao próprio burilamento.
Por certo o esforço individual tem o seu papel a cumprir nos destinos humanos.
É sempre louvável o homem que vence as injunções de sua vida e supera todos os obstáculos.
Contudo, enquanto atua em determinada área, deve honrá-la e honrar-se com o seu desempenho profissional.
No contexto de uma única vida material, nem todos podem mandar ou deter as posições de fortuna.
Estas se alteram conforme as necessidades de experiência das criaturas.
As posições modestas costumam ser das mais úteis no aprendizado da obediência, da humildade e da frugalidade.
Já as altas colocações são convites à doação ao semelhante.
Não se destinam a satisfazer a vaidade, mas a realizar o bem coletivo.
O importante é valorizar o trabalho, conforme se apresente.
Trabalhar é uma bênção e um dever incontornável.
Nesse sentido, Jesus afirmou que Deus não cessa de agir em Sua obra eterna de amor e sabedoria.
Também aduziu que Ele próprio Se dedica de modo incansável à raça humana.
Assim, quando sentir cansaço ou vontade de reclamar, lembre-se de que Jesus está trabalhando.
A Humanidade começou ontem seu humilde labor.
Mas o Mestre Se esforça por todos desde quando?
Pense nisso.