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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sejamos Humildes


    Sejamos Humildes

    humildade é a sublime auréola do bem.
    Quando a cólera troveja ou a blasfêmia projeta raios destruidores nos céus da nossa vida, os bons Espíritos, conquanto se mantenham junto de nós, à maneira de astros que jamais desertam da órbita do amor, parecem distante porque, na realidade, somos nós quem deles no afastamos, enrodilhando-nos em camadas espessas de pó e trevas...
    Sejamos singelos, sejamos humildes, conscientes da nossa condição de criaturas do Criador, a cuja sabedoria e magnanimidade pertencem todos os tesouros do Universo.
    Nem sempre a primavera arrasta pelos campos o seu manto de pétalas; muitas vezes escura cabeleira das nuvens cobre a face descomunal do firmamento.
    Lembremo-nos assim de que, na existência humana, adversidades e dores se nos misturam às alegrias, carreando chuvas de lágrimas fecundantes para nos enriquecerem a colheita de láureas porvindouras.
    Toda vida sofre para sutilizar-se e engrandecer-se: a própria madeira chora estalidos ao fazer-se luz e chama.
    Utilizemos a dor por influxo divino à obra de redenção que nos compete efetuar cm nós mesmos.
    Nenhum Espírito pode permanecer, no corpo, fora dos prazos naturais. Da sabedoria que assinalou os egípcios antigos à ciência que caracteriza os povos modernos, ninguém conseguiu eternizar a existência física.
    Tudo é glória perene da alma, sobrevivência triunfante. Urge aproveitar o tempo que nunca se repete e buscar os cimos da felicidade maior.
    Nada na grandeza transitória do Globo que valha um átomo de orgulho.
    Honrarias externas servem por marcos ao respeito humano e títulos convencionais exprimem valiosas oportunidades de trabalho, mas terminam nas roupas que os transportam ou nas mãos que os empunham, se não foram mobilizados com humildade no cultivo do bem.
    Palácios dos vivos são irmãos dos mausoléus que relembram os mortos.
    Acendamos a lâmpada do grande entendi­mento na cidadela do raciocínio. Deixemos que a vida nos penetre em sua radiosa eternidade, para que aprendamos a ser mais simples.
    Se o júbilo chega, agradece a felicidade e sê humilde.
    Se a provação aparece, abençoa o sofrimento e sê humilde.
    Se a cultura te enobrece, aplica a inteligência ao trabalho nobilitante e sê humilde.
    Se a penúria de conhecimento te acompanha as tarefas, procura instruir-te servindo onde te encontras e sê humilde.
    Deus é amor e também humildade. Eis porque a Divina Providência colocou o Sol diante das criaturas, com possibilidade de se refletir tanto na face da Terra inteira como no espaço estreito de um pingo dágua.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Como educar os filhos?

 Como educar os filhos?


Narra uma antiga lenda que, certa vez, um rei chamou o homem mais sábio que conhecia para pedir conselhos.
O soberano se preparava para ser pai e desejava orientações a respeito da educação de seus filhos, uma vez que sabia da importância de seu papel como progenitor na vida dos rebentos.
Dize-me, sábio conselheiro, tu que sempre me ajudaste nas questões mais graves na regência deste reino: como deve agir um pai para criar bons filhos?
Deve agir com extrema severidade, a fim de corrigir e dominar os maus instintos, ou com absoluta benevolência - a fim de manter uma boa relação e destacar as boas tendências deles?
Ao ouvir essas palavras, o ilustre filósofo manteve-se em silêncio, pensando, pensando...
Passados alguns instantes de profunda reflexão, chamou um servo e pediu-lhe que trouxesse dois vasos valiosos de porcelana que decoravam o salão real e que ele sabia estavam entre os preferidos do rei.
Pediu também um balde com água fervente e outro com água gelada, praticamente congelada.
O rei estava achando aquilo muito estranhoInclusive, começou a ficar um pouco preocupado com a movimentação das peças que eram parte do seu tesouro pessoal.
Com naturalidade, o sábio ordenou a um servo:
Quero que enchas esses dois vasos com a água que acabas de trazer, sendo um com água fervente e o outro com água gelada!
Preparava-se o servo obediente para despejar, como lhe fora ordenado, a água fervente num dos vasos e a gelada no outro, quando o rei, emergindo de sua estupefação, interveio no caso com energia:
Que loucura é essa, ó venerável sábio! Queres destruir estas obras maravilhosas? A água fervente fará, certamente, arrebentar o vaso em que for colocada. A água gelada fará partir-se o outro!
O sábio, calmamente, então tomou de um dos baldes, misturou a água fervente com a gelada e, com a mistura assim obtida, encheu os dois vasos sem perigo algum.
O poderoso monarca e os venerandos mandarins presentes, observaram, atônitos, a atitude singular do filósofo.
Ele, porém, indiferente ao assombro que causava, aproximou-se do soberano e assim falou:
Nossos filhos, ó rei, são como o vaso de porcelana. A postura do pai é como a água.
A água fervente da severidade ou a gelada da excessiva benevolência são igualmente desastrosas para a alma das crianças.
Manda, pois, a sabedoria e ensina a prudência que haja um perfeito equilíbrio entre a severidade - com que se pode tolher os maus pendores, corrigir as falhas - e a generosidade, a docilidade - com que se deve tratar e cultivar as qualidades.