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segunda-feira, 26 de março de 2012

A FORÇA DO AMOR


A  FORÇA  DO  AMOR
Vinícius
Incontestavelmente, o amor é a força por excelência, é o poder supremo. Nenhuma outra força existe capaz de se equiparar a do amor.
Mas, afinal, onde está e de que consta a forçado amor ?
Está na sua verdade, na sua singeleza, na sua perseverança, na sua espontaneidade, na sua paciência, na sua resignação, na sua longanimidade, na sua renúncia e no seu sacrifício.
Quando eu for levantado no madeiro, atrairei todos a mim, disse Jesus.
Sim, qual é esse que, penetrando a razão daquele sacrifício, não se prostra reverente aos pés da cruz redentora ?
Tal é a força do amor
Amar será um dever ? A gratidão - modalidade do amor - é dever, e dever sagrado; porém, amar, propriamente dito, não nos parece que seja dever, porque todo dever importa em obrigação, enquanto que o amor é alguma coisa semelhante a função respiratória.
Porque respiramos ? Porque é impossível viver sem ar. O amor está para as nossas almas, como o ar está para os nossos pulmões: é uma condição intrínseca e inseparável da vida.
Porque canta o rouxinol ? Porque as estrelas cintilam no azul do firmamento ?
O verdadeiro amor não tem 'porque', como disse acertadamente o Padre Vieira.

Victor Hugo diz que a mulher é invencível pelas lágrimas.
O ilustre poeta francês quis referir-se a força do amor, através da delicadeza, da sensibilidade feminina.
O poder do amor se revela na doçura. A sua inexpugnabilidade resulta exatamente dessa natureza que lhe é própria.
Quando o Evangelho prescreve a não resistência ao mal, quer, com isso, nos ensinar que o mal só se vence com o bem. Apela, portanto, para a força do amor, única capaz de dominar todos os males, sejam estes quais forem.
Contra a minha igreja, assegura Jesus, não prevalecerão as portas do Hades.
A invulnerabilidade da igreja cristã está no amor, base e fundamento em que ela se apoia e repousa.
Quando conhecerá a cristandade a verdade deste enunciado ?

sábado, 24 de março de 2012

O mundo está acabando


O mundo está acabando 

é novidade a previsão de que o mundo vai acabar. As culturas milenares ou doutrinas recentes, pregadores de hoje ou profetas do ontem se fizeram arautos do fim do mundo.
Alguns previram explosões e convulsões intensas avassalando imensas regiões.
Outros, imaginaram grandes asteróides se chocando com a Terra, convulsionando de tal forma a harmonia do planeta, que a vida humana se tornaria impossível, sendo destruída em sua totalidade.
Alguns fanáticos promoveram suicídios coletivos, antecipando a catástrofe que, imaginavam eles, se daria brevemente.
Não foram poucos aqueles que marcaram data, ano, na exatidão do calendário que se escoava e que teimava em não cumprir a previsão catastrófica.
Poucos, porém, se deram conta de que o mundo há muito tempo vem acabando.
Onde está o mundo onde as mulheres não tinham direitos sociais, eram proibidas de votar, não podiam frequentar a escola?
Esse mundo acabou, resistindo apenas em alguns rincões de ignorância e miséria moral.
Como falar, então, do mundo onde as cartas levavam meses para encontrar seu destino, onde as notícias eram poucas e raras, onde sabia-se de pouco e pouco se difundia?
Esse mundo também acabou, substituído por um mundo melhor, onde a tecnologia nos aproxima, nos beneficia, coloca luzes nos mais distantes lugares do mundo, minimizando as dores e dificuldades.
Analisando assim, é verdade que o mundo está acabando. Não da maneira violenta e definitiva como imaginavam tantos, nem tampouco de forma irreversível e avassaladora como pregaram outros.
É natural da evolução humana que o mundo vá se acabando, para que outro mundo se construa, na marcha inevitável do progresso e da melhora.
Mesmo a guerra, as grandes catástrofes naturais, os desastres são previstos nas leis de Deus para que o progresso ganhe marcha e a melhora se instale para todos.
Nesses dias de transição que ora passamos, é urgente que o mundo também se acabe.
Mas esse mundo que deve ser extinto é o mundo da violência que palpita dentro de nós.
Temos que ajudar a dar fim ao mundo de injustiça que, muitas vezes, permitimos que se dê sob os nossos olhos.
Devemos colaborar para o fim de um mundo de iniquidades, de desigualdades, de fome e miséria que ainda se estende por tanta parte e para tantos.
É verdadeiramente urgente que esse mundo todo se acabe. E que um novo mundo se inicie em nossa intimidade e, aos poucos, possamos colaborar para que nosso planeta ganhe outras paisagens e outros valores.
Só assim dia virá em que olharemos para esses dias que ora se passam e teremos a certeza de que o mundo acabou. E que no lugar dele, um mundo de paz, harmonia e justiça se instaurou, para nunca mais acabar.