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quinta-feira, 1 de março de 2012

Paz convosco


Paz convosco

 
Após o drama do Calvário, consumada Sua desencarnação, Jesus logo principiou a manter contato com os Apóstolos.
Por algum tempo, dedicou-Se a orientá-los e a encorajá-los.
Em uma dessas aparições, afirmou: A paz seja convosco.
Essa singela frase, no contexto em que foi proferida, enseja interessantes reflexões.
Muita gente se interroga a respeito do auxílio que pode obter do plano espiritual.
Sob diferentes roupagens religiosas e, ao abrigo das mais diversas crenças, há o hábito de muito pedir e esperar.
Há até quem seja adepto da prática de estabelecer mecanismo de trocas, a título de votos e promessas.
Por vezes, a ausência da resposta almejada provoca inquietação.
Há quem indague a razão pela qual as almas redimidas não proporcionam descobertas sensacionais ao mundo.
Afirma-se que elas bem poderiam revelar o processo de cura de moléstias que desafiam a ciência.
Também poderiam interferir nos choques existentes entre as nações, a fim de pacificá-las.
Imagina-se que alguns espetáculos espirituais muito contundentes lograriam produzir maravilhas no palco terrestre.
Entretanto, essa linha de raciocínio queda distante de noções mínimas de justiça.
Seria terrível furtar ao homem os elementos de trabalho, resgate e elevação.
Quem deseja o maravilhoso implantado já, com estrépito, costuma se aborrecer com algumas orientações que vêm do plano espiritual.
Dele, habitualmente, chegam reiteradas e afetuosas recomendações de paz na luta.
Quem se agasta com esse tipo de resposta manifesta ausência de harmonia com a mensagem do Cristo.
O Mestre efetivamente retornou do plano espiritual para confortar Seus discípulos.
Mas O fez de forma reservada e não em plena praça pública, com tumulto e escândalo.
Não lhes deu soluções fáceis para os problemas que vivenciavam e vivenciariam.
Não fez revelações bombásticas de ordem supernatural.
Jesus apenas demonstrou a sobrevivência da alma após a morte do corpo e lhes desejou paz.
Contudo, isso deve bastar para a alma sincera que procura a integração com a vida mais alta.
Envolve grande responsabilidade reconhecer a continuação da existência, para além da morte física.
Como o ser continua, individualizado e consciente, ele deve se submeter a exame quanto aos seus compromissos individuais.
Trabalhar e sofrer constituem processos lógicos do aperfeiçoamento e da ascensão, no atual estágio humano.
Que os homens atendam a esses imperativos da lei, com bastante paz, é o desejo amoroso e puro de Jesus Cristo.
Convém esforçar-se por entender semelhante verdade, para não desperdiçar valiosas oportunidades.
Muitos aguardam grandes sinais para começar a agir.
Esses se assemelham a preguiçosos, que muito esperam sem nada fazer para atingir seus objetivos.
Pense nisso.
 do livro.  
Caminho, verdade e vida, pelo Espírito Emmanuel,
psicografia de Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Só o futuro dirá


Só o futuro dirá

Dentro da nossa percepção acanhada, muitas vezes não sabemos mensurar o que é bom ou o que é mau, considerando a eternidade da vida.
E é por causa da nossa falta de visão que, por vezes, julgamos ser bom o que só nos acarretará dor no futuro.
Aqueles que se julgam espertos o bastante para tirar proveito de cargos e situações, a si mesmos se iludem, pois o futuro lhes cobrará ceitil por ceitil.
Aqueles que hoje ganham altos salários e pouco retribuem em forma de trabalho, terão que, no futuro, trabalhar muito e receber apenas o necessário para sobreviver.
Os que dão um jeitinho de se aposentar antes do tempo, serão obrigados pelas Leis Divinas a, no futuro, trabalhar até que as forças físicas cessem.
Por outro lado, os que hoje sofrem e se consideram esquecidos por Deus, num futuro mais ou menos breve, terão de volta as promissórias devidamente quitadas pelas Leis Maiores.
Aqueles que hoje são visitados por enfermidades graves e pensam que isto é um grande mal, não se dão conta de que são as impurezas do Espírito sendo drenadas pelo corpo físico e que, num futuro próximo, terão mais brilho espiritual.
Por essas e outras razões, antes de julgar fatos e situações, façamos como o homem prudente da história e ponderemos sempre:
Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá.
Quando Jesus afirmou que a semeadura é livre mas a colheita é obrigatória, Se referia à Lei de Causa e Efeito.
Sendo assim, é muito importante selecionar as sementes que hoje plantamos, sem a ilusão de que é possível burlar as Leis de Deus.
E não nos esqueçamos de que, se hoje colhemos frutos amargos e indigestos, eles fazem parte da nossa semeadura do ontem.