contador de visitas

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A cerca de Ti !!!!

As vezes, uma vaga melancolia assedia o teu coração, principalmente quando analisas teus esforços em direção ao bem e ao progresso. Quando isto ocorre, deixas, então, que o desanimo tome conta de ti, passando a enxergar a tua vida com as cores carregadas.
Tu te julgas com extrema severidade.
Acalma-te.
Quando Jesus te convidou a caminhar não te perguntou se eras bom, se eras forte e perfeito; se praticavas o perdão, se usavas
de justiça para com o teu semelhante.
Não te fez nenhuma exigência, apenas convidou-te a segui-Lo. E, como conforto para todos nós, assegurou-nos de que não vinha para os sãos, mas sim para os doentes.
Verifica que fazes parte destes enfermos para os quais o Cristo veio.
Não te deixes dominar pelo desalento, julgando-te com rigor.
Usa, para contigo, justiça e bom senso, lógica e a compreensão que advém do auto-conhecimento.
Todavia, é importante compreenderes que és passível de falhas, quedas e erros, mas, é igualmente importante saberes que te é licito o reerguimento e a correção, uma vez que ainda estás a caminho.
Recorda que a pedra anônima, escondida na estrutura do edifício é, aparentemente, sem importância, mas sem ela não haveria solidez na construção.
Também tu és a pedra incógnita e humilde na estrutura da vida, mas, sem ti, talvez ruísse o edifício da tua família, por exemplo.
Luta contra esse mal insidioso que é a melancolia e o desânimo. São ervas daninhas que tendem a proliferar, levando-te em passos rápidos à depressão obsidiante.
Regula tuas atividades.
Estimula-te ao bem; aprecia teus próprios valores, aperfeiçoando-os para a vida futura mesmo.
E, enquanto te supres de auto-estima, corrige, ao mesmo tempo, os erros que detectares, lutando contra eles, combatendo-os, paciente e diligentemente.
Enriquece-te com a palavra de Jesus, confiando n' Ele e em ti.
Não subestimes teus valores e méritos nem desmereças os teus esforços. Persevera, praticando a nobre moral cristã do Evangelho, construindo em ti defesas salutares e conceitos sadios acerca de ti mesmo, afastando de ti a tristeza e a melancolia, filhas espúrias da frustração e do desamor.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O Perdão



Quem se nega a conceder o perdão, decerto não teve, ainda, tempo para se deter, um pouco mais, na vida e analisar a beleza do conteúdo dessa palavra mágica e o que ele representa, no contexto dos ensinamentos que emolduram os princípios basilares do comportamento humano.
O perdão traduz um coração que pulsa e vibra, de acordo com a ordem cósmica, conjugando-se ao equilíbrio necessário, para atingir a perfeição. Sua grandeza será, tanto maior, quanto mais intensa for a ofensa recebida.
Seus efeitos resultam, sempre, em amor e paz, porque serenam ânimos exaltados e aproximam, pelos sentimentos, aqueles que se separam, pelo ardor das paixões doentias.
No itinerário que se percorre, da emersão das trevas para a luz, o perdão será passagem obrigatória e, quem não atingiu, se encontra, ainda, nos pródomos da espiritualidade, quase na escuridão. Envidemos, pois, esforços, para cultiva-lo, porque, de modo contrário, não sairemos do lugar, onde nos encontramos. É preciso compreender que, sem perdão, cessam as melhores perspectivas de progresso, para o Espírito.
Chegar às fronteiras do perdão, representa, talvez, para o ser humano, a mais substancial de todas as conquistas, dentre as quais terá de efetuar, para vencer a imensa distância que se interpõe entre o bem e o mal. Apenas, ao transpô-la, é que se poderá alcançar outros sentimentos, também, elevados, reveladores da ascensão da alma e sem os quais não existirão dias felizes. O perdão delimita duas etapas distintas da existência: aquela, onde prevalece o ódio e só produz dor, e uma outra, na qual predomina o amor, e só causa alegria.