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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Agradece !!!!!!

Agradece as mãos que te constróem a existência, decorando-a com as tintas da alegria e da esperança, mas endereça os teus pensamentos de gratidão àquelas outras que te ferem com os espinhos da incompreensão, ensinando-te a conviver e a servir.
Agradece as vozes que te embalam os anseios, entretecendo hinos de paz e amor com que te inspiram as melhores realizações, no entanto, envia as tuas vibrações de reconhecimento àquelas outras que te exageram essa ou aquela falha, induzindo-te a compreender e a perdoar.
Agradece aos amigos que te proporcionam mesa farta, impulsionando-te a pensar na abastança da Terra, mas não recuses respeito àqueles que, em algum tempo, te sonegaram o pão, levando-te a prestigiar a fraternidade e a beneficência.
Agradece aos irmãos que te reconhecem a nobreza de sentimentos, louvando-te o trabalho, entretanto, não olvides o apreço que se deve àqueles outros que te menosprezam, auxiliando-te a descobrir os tesouros da humildade e da tolerância.
Certa feita, um pedaço de carbono sumido no monturo pediu a Deus o levasse para a superfície da Terra, a fim de ser mais útil. O Supremo Senhor ouviu-lhe a súplica e determinou fosse ele detido no subsolo para a devida maturação.
O minério humilde aceitou a resposta e permaneceu na clausura, por séculos e séculos, suportando a química da natureza com o assalto constante dos vermes que habitavam o chão.
Chegou, por fim, o tempo em que o Criador mandou arrancá-lo para atender-lhe aos ideais. Instrumentos de perfuração exumaram-no a golpes desapiedados e o lapidário cortou-lhe o corpo, de vários modos, em minucioso burilamento.
Mas quando o carbono sublimado surgiu, de todo, aos olhos do mundo, Deus o havia transformado no brilhante, que passou a brilhar, entre os homens, parecendo uma flor do arco-íris com o fulgor das estrelas.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Aprendi, há muito tempo, que o bem é uma subida que não cansa.


Para o espírita, está máxima apresenta infinitos valores filosóficos, porque, na verdade, ele sabe que – Fora da caridade não há salvação, como bem asseverou Allan Kardec.
Sabe mais o espírita: sabe que não existe sofrimento sem a sua razão de ser, visto Deus ser Pai de amor e bondade, justiça e misericórdia. Significa isto que ninguém sofre sem merecer a dor que purifica.
No caminho do bem, ou seja, da caridade, é preciso não desprezar o uso da razão, que esclarece, ao lado do amor, que consola. O amor deve andar de mão dadas com o esclarecimento, que instrui. Daí a asserção da Doutrina Espírita, conforme instrução do Espírito de Verdade: “Espíritas: amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo”.
Na prática da caridade, junto do pão, que alimenta, do remédio, que cura, da roupa, que protege e do aluguel que alivia, é preciso não menosprezar a palavra e o gesto de benevolência e indulgência, que consola e encoraja o socorrido, nosso irmão, animando-o na sua prova e na sua expiação, de modo que ele possa levar de vencida suas dificuldades e suas dores, sabendo que Deus é Pai de amor e bondade.
Foi por conhecer tão bem a Deus, que Jesus disse aos sofredores: “Bem aventurados sois, vós os que sofreis, por que sereis consolados”.
Pela lei de causa e efeito, a criatura sempre colhe o que semeia. “É dando que se recebe”. O receber é efeito como o dar é causa. Todo efeito justifica uma causa; toda causa gera um efeito. Em razão disto, fácil nos é entender o ensino de Jesus quando ele afirma que “cada qual receberá conforme suas próprias obras”.
A pessoa esclarecida sobre a razão de ser dos seus infortúnios – é óbvio – sentir-se-á mais fortalecida e mais encorajada a suportar, com humildade, os reveses da vida, compreendendo que nada acontece por acaso. Assim, sejam quais forem as vicissitudes que a estejam flagelando, ela se esforçará para superar tudo, escudada na certeza de que Deus, na sua sabedoria, permitindo que tudo aconteça – é porque está lhe guardando o melhor.
Busquemos, pois, com seriedade, o estudo da Doutrina Espírita, certos de que ela é a verdade da sentença de Jesus: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Ela será a força propulsora a impelir-nos na árdua escalada do nosso aperfeiçoamento.