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sábado, 24 de março de 2012

O mundo está acabando


O mundo está acabando 

é novidade a previsão de que o mundo vai acabar. As culturas milenares ou doutrinas recentes, pregadores de hoje ou profetas do ontem se fizeram arautos do fim do mundo.
Alguns previram explosões e convulsões intensas avassalando imensas regiões.
Outros, imaginaram grandes asteróides se chocando com a Terra, convulsionando de tal forma a harmonia do planeta, que a vida humana se tornaria impossível, sendo destruída em sua totalidade.
Alguns fanáticos promoveram suicídios coletivos, antecipando a catástrofe que, imaginavam eles, se daria brevemente.
Não foram poucos aqueles que marcaram data, ano, na exatidão do calendário que se escoava e que teimava em não cumprir a previsão catastrófica.
Poucos, porém, se deram conta de que o mundo há muito tempo vem acabando.
Onde está o mundo onde as mulheres não tinham direitos sociais, eram proibidas de votar, não podiam frequentar a escola?
Esse mundo acabou, resistindo apenas em alguns rincões de ignorância e miséria moral.
Como falar, então, do mundo onde as cartas levavam meses para encontrar seu destino, onde as notícias eram poucas e raras, onde sabia-se de pouco e pouco se difundia?
Esse mundo também acabou, substituído por um mundo melhor, onde a tecnologia nos aproxima, nos beneficia, coloca luzes nos mais distantes lugares do mundo, minimizando as dores e dificuldades.
Analisando assim, é verdade que o mundo está acabando. Não da maneira violenta e definitiva como imaginavam tantos, nem tampouco de forma irreversível e avassaladora como pregaram outros.
É natural da evolução humana que o mundo vá se acabando, para que outro mundo se construa, na marcha inevitável do progresso e da melhora.
Mesmo a guerra, as grandes catástrofes naturais, os desastres são previstos nas leis de Deus para que o progresso ganhe marcha e a melhora se instale para todos.
Nesses dias de transição que ora passamos, é urgente que o mundo também se acabe.
Mas esse mundo que deve ser extinto é o mundo da violência que palpita dentro de nós.
Temos que ajudar a dar fim ao mundo de injustiça que, muitas vezes, permitimos que se dê sob os nossos olhos.
Devemos colaborar para o fim de um mundo de iniquidades, de desigualdades, de fome e miséria que ainda se estende por tanta parte e para tantos.
É verdadeiramente urgente que esse mundo todo se acabe. E que um novo mundo se inicie em nossa intimidade e, aos poucos, possamos colaborar para que nosso planeta ganhe outras paisagens e outros valores.
Só assim dia virá em que olharemos para esses dias que ora se passam e teremos a certeza de que o mundo acabou. E que no lugar dele, um mundo de paz, harmonia e justiça se instaurou, para nunca mais acabar.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Sobre o Bem e o Mal



Sobre o Bem e o Mal 
O bem e o mal, dois pólos distintos que convivem na intimidade da alma. Um promana de Deus e o outro provêm exclusivamente do homem.
De Deus vem o bem, de Deus vem o amor, de Deus vem a esperança e as risonhas alegrias da vida.
Do homem, do lado sombrio de sua alma, vêm as paixões torpes e vis que se transformando em ação resultam no mal.
Deus não permite o mal, antes Ele incentiva o bem através das vozes que vêm do alto conclamar o homem a contínua ação do amor.
Todas a religiões da Terra conclamam o homem a praticar o bem, a praticar o amor.
As distorções que as criaturas fazem em torno das religiões, beneficiando os seus pontos de vistas pessoais ou coletivos, são provenientes do espírito do homem, exclusivamente.
Nós, os Espíritos, vos conclamamos a erradicar o mal dentro de vós. Erradicá–lo como se corta ou se arranca pela raiz a erva daninha que medra no campo.
Vós sois o campo fértil onde poderá medrar qualquer semente.
A semente do bem é planta delicada, que deve resistir as intempéries, as alterações climáticas, aos ardores do verão, ao frio do inverno.
O verão causticante que resseca a plantinha tenra é o sol das paixões ardentes.
O inverno frio que vem também secar esta plantinha é a insensibilidade, é a frieza do coração, indiferente ao bem do nosso próximo.
O mal, porém é a erva agreste resistente a tudo, que prolifera e se espalha com extrema rapidez.
Para a erva daninha tais intempéries servem de incentivo e produzem mais sementes e o mal viceja.
Aprendamos que de Deus nada de mal nos chega, mas dos homens sim, chegam todas as mazelas que fazem morada dentro dele.
Amados filhos, as vozes divinas, as vozes espirituais vos advertem: escolhei o bem em vossas vidas.
Vigiai e orai diz Jesus, para não cairdes em tentação, sabedor que Ele é desta inclinação milenar do nosso espírito para as coisas vis e vulgares, para porta larga da perdição. Estreita, diz Ele, é a porta da salvação.
Porque evidentemente para sermos bons, para promulgarmos o bem em nós mesmos e ao nosso derredor é preciso que arranquemos do nosso coração as ervas daninhas que crescem livremente.
É preciso que sejamos fortes para dizermos não às nossas paixões tão prazerosas.