contador de visitas

sábado, 18 de fevereiro de 2012

VIVER EM PAZ

VIVER EM PAZ
Espírito Augusto Cezar
Prezada irmã.
Recebi a carta em que a sua generosidade me pergunta como viver em paz, sem aversões e sem inimigos.
Creia que despendi muito tempo procurando um caminho para a resposta.
Meditei, meditei, até que um professor iluminado por muitas experiências, falou-me, bem humorado:
- Augusto, sobre tranqüilidade e inimigos, tenho uma pequena historia que vale a pena ser contada.
E prosseguiu:
Nos tempos medievais, grande parte da Europa era recortada por numerosos domínios. Foi assim que existiu um reino na Itália, cujos habitantes se caracterizavam pelo gênio criativo e trabalhador.
Tudo corria, por lá, às mil maravilhas, quando certa parte do território entrou em dificuldade para o relacionamento harmonioso dos cidadãos entre si.
Tudo começou com tricas domésticas que rapidamente degeneraram em conflitos sociais que se comunicaram à vida produtiva do País.
Desorganizara-se o trabalho, o ódio estabelecia a delinqüência, a luta de classes oferecia péssimos exemplos à comunidade e, quando o desequilíbrio atingiu o auge, reuniram-se os soberanos com os juizes e conselheiros nos quais se inspiravam e resolveu-se que o filho único do casal fosse em missão punitiva ao encontro dos dissidentes, de modo a restaurar os princípios da segurança.
O jovem prometeu liquidar todos os inimigos do reino e, dias depois, cavalgando soberbo corcel, o rapaz, acompanhado de assessores, partiu em busca da recuada província que a rebeldia infestava.
Atingida a meta, os colaboradores do príncipe, com grande espanto, viram-no convidar as autoridades responsáveis pelos negócios do Estado para um entendimento em praça pública.
Marcado o dia para o diálogo aberto, notou-se que o rapaz iniciou a reunião, pedindo a Deus abençoasse a todos os que ali compareciam de boa vontade.
Finda a prece, requisitou o debate e, com admiração para todos os moradores do rebelado recanto, passou a perdoar todas as injurias, assacadas contra a sua família; mandou pagar as indenizações que lhe foram apresentadas com documentos justos e reorganizou o serviço das classes diversas e, em todas as manifestações, se comportou com tal bondade que, em poucos dias, a comissão vitoriosa retornava á capital com inúmeros protestos de paz e amizade, assinados por aqueles mesmos compatriotas dantes considerados subversivos.
Recebido pelos pais que já haviam colhido informações tendenciosas, com relação ao seu comportamento que, para muitos, expressava fraqueza e covardia, entregou os resultados da missão que executara sem ameaças e sem lágrimas, sem perseguição e sem morte.
Após o relatório a que se via compelido pela força das responsabilidades de que fora revestido, o pai levantou-se e indagou asperamente:
-Então, que fez você das ordens que lhe confiamos? Onde a sua promessa de nos destruir os inimigos?
O rapaz, surpreendido, respondeu com humildade?
-Pai, o mandato com que fui honrado foi honestamente cumprido. Anulei todos os nossos adversários, deles fazendo cooperadores e amigos. Não restou um só dos inimigos do reino, porquanto, foi possível transfigurar todos os nossos opositores em companheiros que passaram a trabalhar e a produzir pra a comunidade com sinceridade e sensatez.
O genitor, confundido pela informação, permaneceu em silêncio, ignorando como reformular o assunto, mas a soberana, de coração compreensivo e justo, adiantou-se para o moço e concluiu o episódio, falando-lhe com o manifesto carinho maternal:
-Deus o abençoe, meu filho! Todas as suas providencias foram louváveis. Muitos ganham a guerra, mas você ganhou a paz que nos beneficia a todos e precisamos reconhecer que sem paz é impossível sustentar o trabalho do bem.
Esta é a ligeira historia que, de minha parte, igualmente lhe ofereço por modelo da vida em paz. Não sei se consegui satisfazê-la, mas acredite que fiz aqui o melhor que se me fez possível.
Se não pude, porem, responder aos seus argumentos com clareza, terei muita satisfação em dialogar consigo outra vez.
Fonte Livro “Presença de Luz” Espírito Augusto Cezar Psicografia Chico Xavier

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A Minha Paz Vos Dou

A Minha Paz Vos Dou

Bittencourt Sampaio

Esta a mensagem que o Divino Mestre entregou aos seus discípulos, após o término de sua exemplificação no mundo físico.

Esta, igualmente, a mensagem que em Seu Nome trazemos a esta assembléia de discípulos seus, unidos de alma e coração, consagrando na Terra a vera Fraternidade, legítima, pura, que comprova sempre a Presença Divina no seio do apostolado do Sumo Bem.

Espiritismo é sol nas almas, esclarecendo, pacificando, ensinando, conscientizando.

Espiritismo é luz do Eterno Amor, descida ao Mundo para aplanar os caminhos terrestres e elevar o Homem-Espírito a régias esferas da Criação.

Um dos seus objetivos é unir, para elevar, santificando sempre.

Vivemos a época precisa de seu esplendor, que deverá atingir os corações, não só na Terra Brasileira, mas nos vários continentes do Planeta e, mais além, nas esferas infelizes e conturbadas que invadem os domínios dos homens, promovendo discórdias.

O Universo, como um todo, é poema de luz e beleza, testificando o poder e a harmonia dos Céus.

Nele, pontifica a Soberana Vontade. Enviando a Doutrina Consoladora ao domicílio dos homens, por Seu Divino Cordeiro, é da Vontade Soberana ver Seus filhos amados unidos, em espírito, na verdade sublime de Seus ensinos.

Eis por que, na reunião de hoje, de irmãos que se consagraram à tarefa de edificar a paz, no labor da renúncia e do sacrifício, exemplificando a ação fraternal quando estava em pauta, não os interesses materiais, mas a Causa do Santo dos Santos Caminho, Verdade e Vida-, vem o Mundo Espiritual abençoar os corações enobrecidos na luta.

Amados, nosso pequenino orbe necessita, sim, dos corações unidos em nome do Divino Amor, que nos deixou a Sua Paz.

Embainhar as espadas, foi Sua ordem. Unidos hoje nas lágrimas derramadas no terreno árido revolvido e nas alegrias que ora florescem, assinalando mais uma vez a destinação desta Terra, rogamos ao Pai Exceiso abençoe a quantos lutaram por desfraldar a Bandeira da Fraternidade.

Em nome do Senhor, que nos deixou as amenidades de Sua Paz, o Mundo Espiritual a todos abraça, conclamando: "Para a frente e para o Alto, com o Cristo, hoje e sempre!"