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sábado, 20 de agosto de 2011

Esse Incrível Amor

Dizem que é este arroubo que faz o coração disparar, o sangue fluir ao rosto, as pernas tremerem ante a visão do ser amado.

Afirmam que amar é abraçar forte e, abraçados, assistirem o sol se aconchegar no poente, para a
dormecer até ser despertado pela manhã.

Falam que o
amor é este sentimento que emula o ser a escrever poemas, a declamar sonetos e compor serenatas...

Sim, tudo isto são expressões do
amor. Do amor de um ser para o outro.

Mãos que se entrelaçam, corpos que se aproximam, que se movimentam ao som da música que os embala. Abraços, beijos.

Mas o
amor verdadeiro é quando tudo isso persiste após anos de convivência.

Amar é sentir
prazer de estar com o outro, ouvi-lo, acalentá-lo.

Nos dias tristes, o
amor é a nota melódica que cantarola esperança em ouvidos atentos.

É fazer uma declaração de
amor, cantando versos, depois que as rugas fizeram arabescos na face e os cabelos se tingiram de neve e prata, ao toque dos delicados dedos do tempo.

Amar é, depois de filhos crescidos, netos à vista, dançar à luz do luar, no jardim da casa, na varanda do apartamento, observados por um
céu de estrelas.

Amar é surpreender o outro com uma flor, um m
imo em data qualquer.

É sair para tomar um suco, um só, no mesmo copo, com dois canudinhos. Só para poder encostar o nariz um no outro e os olhos sorrirem.

É repartir a pizza, para dividir as calorias. É tantas coisas pequenas, grandes, imensas...

É dizer: “Deixe que
eu faço.Você está tão cansada.”

É buscar as crianças, banhá-las, dar-lhes o lanche e quando ele chegar, estar pronta para convidar: “Vamos jantar só nós dois, em algum lugar?”

É descobrir o que pode fazer o outro mais feliz. É preocupar-se com ele.

É comentar o novo penteado, elogiar a roupa nova.

É segurar a mão, no hospital, enquanto o ser amado convalesce.

É falar de esperança, acenando melhores dias, quando as sombras do desalento comparecem no
céu familiar.

Amar é ter tempo para assistir juntos um filme, comentar depois e... assistir outra vez, para reviver as emoções positivas da primeira vez.

É lembrar do dia do aniversário, é surpreender.

Enfim, o
amor verdadeiro é aquele que solidifica nos anos, amadurece no tempo e se perpetua pela vida afora.

Pense nisso e se pergunte se você ama de
verdade.

Pense quando foi a última vez que fez uma declaração de
amor, fez um elogio, deu um presente.

Quando foi a última vez que saiu para jantar, para dançar, para
passear?

Quando foi a última vez que saíram de mãos dadas, que assistiram a um show de cabeças coladas uma à outra...

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Definir o Amor

 

Definir o amor é limitá-lo, encarcerá-lo numa redoma de palavras incompletas.
O que é o
amor?
Esta pergunta foi feita para um grupo de crianças de 4 a 9 anos, durante uma pesquisa feita por profissionais de
educação e psicologia.
E ninguém melhor do que uma criança, e a pureza de s
eu coração, para tentar explicar o que é o amor...

“O
amor é quando alguém te magoa, e você, mesmo muito magoado, não grita, porque sabe que isso fere os sentimentos da pessoa.” Mathew, 6 anos.

“Quando minha avó p
egou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos dos pés. Meu avô, desde então, pinta as unhas para ela, mesmo quando ele tem artrite.” Rebecca, 8 anos.

“Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos, mesmo se conhecendo há muito tempo.” Tommy, 6 anos.

“Quando alguém te ama, a forma de falar s
eu nome é diferente.” Billy, 4 anos.

“Amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas, sem esperar que a outra
pessoa te ofereça as batatinhas dela.” Chrissy, 6 anos.

“Amor é quando minha mãe faz ca
para o meu pai, e toma um gole antes para ter certeza que está do gosto dele.” Danny, 6 anos.

“Quando você fala para alguém algo ruim sobre você mesmo, e sente medo que essa
pessoa não venha a te amar por causa disso. Aí você se surpreende, já que não só continuam te amando, como agora te amam mais ainda!” Samantha, 7 anos.

“Há dois tipos de
amor: o nosso e o amor de Deus. Mas o amor de Deus junta os dois.” Jenny, 4 anos.

“Amor é quando mamãe vê o papai suado e
mal cheiroso e ainda fala que ele é mais bonito que o Robert Redford!” Chris, 8 anos

“Durante minha apresentação de piano,
eu vi meu pai na platéia me acenando e sorrindo. Era a única pessoa fazendo isso e eu não sentia medo.” Cindy, 8 anos.

“Quando você ama alguém, s
eus olhos sobem e descem e pequenas estrelas saem de você!” Karen, 7 anos.

Temos muito que aprender com as crianças, sim. E muito mais a aprender com o
amor, e sobre ele.
Pequenos gestos, grandes sacrifícios anôn
imos, olhares, sorrisos – tudo faz parte deste universo sem fim chamado amor...
O
amor é um sentimento, mas também um estado de espírito.
Ele é uma busca, mas também é o caminho a seguir.
Ele é um objetivo, porém também o meio mais sublime de se alcançar.
O
amor é alimento, consolo, passado e futuro.
É presente no tempo e no gesto de se dar.
É a maior descoberta da vida. É a maior bênção da vida.
E se a
poderá mover montanhas inteiras, o amor então terá o poder de construir cordilheiras...