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domingo, 6 de novembro de 2011

PRECE DE EUSÉBIO



Senhor da Vida,

Abençoa-nos o propósito de penetrar o caminho da Luz!...

Somos Teus filhos, ainda escravos de círculos restritos, mas a sede do Infinito dilacera-nos os véus do ser. Herdeiros da imortalidade, buscamos-Te as fontes eternas, esperando, confiantes, em Tua misericórdia.

De nós mesmos, Senhor, nada podemos, sem Ti, somos frondes decepadas que o fogo da experiência tortura ou transforma. Unidos, no entanto, ao Teu Amor, somos continuadores gloriosos de Tua Criação Interminável. Somos alguns milhares neste campo terrestre; e, antes de tudo, louvamos-Te a grandeza que não nos oprime a pequenez...

Dilata-nos a percepção diante da vida, abre-nos os olhos enevoados pelo sono da ilusão, para que divisemos Tua glória sem fim!...

Desperta-nos docemente o ouvido, a fim de percebermos o cântico de Tua sublime eternidade. Abençoa as sementes de sabedoria que os teus mensageiros esparziram no campo de nossas almas; fecunda-nos o solo interior para que os divinos germens não pereçam.

Sabemos, Pai, que o suor do trabalho e a lágrima da redenção constituem adubo generoso à floração de nossas sementeiras; todavia, sem Tua bênção, o suor enlanguece e a lágrima desespera... sem Tua mão compassiva, os vermes das paixões a as tempestades de nossos vícios podem arruinar-nos a lavoura incipiente...

Acorda-nos, Senhor da Vida, para a luz das oportunidades presentes; para que os atritos da luta não as inutilizem, guia-nos os pés para o supremo bem; reveste-nos o coração com a Tua serenidade paternal, robustecendo-nos a resistência! Poderoso Senhor, ampara-nos a fragilidade, corrige-nos os erros, esclarece-nos a ignorância, acolhe-nos em Teu amoroso regaço.

Cumpram-se, Pai Amado, os Teus desígnios soberanos, agora e sempre.

Assim seja.

pelo Espírito André Luiz- Do livro: À Luz da Oração, Médium: Francisco Cândido Xavier


 

pelo Espírito André Luiz- Do livro: À Luz da Oração, Médium: Francisco Cândido Xavier

domingo, 9 de outubro de 2011

Diante da Lei !



Perante os tribunais divinos a conspurcação da mulher que malbarata os dons sublimes da vida, não é a única forma de prevaricação que reclama a bênção do reajuste.

À frente dos juízes celestes, comparecem igualmente:

Os sacerdotes que se venderam ao simonismo.

Os magistrados que perderam a boa consciência nos mercados do suborno.

Os cientistas que negociaram a riqueza inapreciável da inteligência, trocando preciosidades da vida por escuros troféus da morte.

Os generais que perverteram a ordem, permutando-a por facilidades econômicas.

Os políticos que traficam no altar da confiança do povo.

Os administradores que dilapidam os tesouros públicos na exaltação dos seus interesses particulares.

Os artistas que rebaixaram as próprias emoções, vendendo as imagens da beleza ao prazer dos sentidos, animalizando a existência, ao invés de sublimá-la.

Os trabalhadores que corromperam a paz da própria alma, enganando o tempo e a si mesmos ...

Compadeçamo-nos da mulher – nossa mãe e nossa irmã, nossa filha ou nossa companheira – que qual fonte cristalina sofreu a visitação dos monstros da natureza a lhes poluírem as águas vivas!

Há misericórdia no Céu para os vencidos que o Senhor, mais tarde, arrebatará das garras do mal que, transitoriamente, os senhoreia!

Mas, examinemos a nós próprios! Inventariemos as nossas ações de cada dia e vejamos se o nosso coração não adulterou os mandamentos de amor que nos regem!

Estaremos usando a nossa fé para o bem?

De que modo utilizamos o conhecimento superior?

Que bênçãos extraímos do sofrimento e da luta?

Como agimos no círculo das próprias responsabilidades?

De que maneira gastamos os empréstimos e as possibilidades do Senhor? Que fazemos do tempo que Deus nos concedeu?

Depois do balanço diário de nossos pensamentos, palavras e atos, pratiquemos a bondade com todos, entre a fé e o serviço incessantes e não nos faremos réus passíveis de severo julgamento à frente da Lei.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Página de bom ânimo




Jesus é o Escultor Divino de nossa individualidade eterna.

Com o martelo da dificuldade, modifica o bloco da ignorância em que jazem nossas possibilidades de sublimação; com o cinzel do sofrimento, estrutura-nos os mais altos destinos.

Saibamos interpretar obstáculos, inibições, dores e provas, dissabores e lágrimas por benditos desafios ao nosso próprio burilamento.

A Terra é a nossa escola.

A luta é o nosso caminho.

O trabalho é a nossa lição.

A experiência é o valor que adquirimos.

O amor é a nossa bússola no infinito de recursos em que se nos movimenta o aprendizado.

A morte ser-nos-á sempre o juiz imperturbável.

E, sobretudo, não nos esqueçamos de que sendo o Evangelho o roteiro que abraçamos, o Cristo é invariavelmente o nosso Mestre.

Aceitemos, desse modo, a obrigação de fazer o melhor que pudermos cada dia e, procurando Jesus em nossos pensamentos, palavras e ações, estejamos convencidos de que Jesus nos encontrará para alcançarmos, enfim, a suprema paz da suprema alegria!


pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Vida e caminho, Médium: Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Deus quer !!!!!!




... Deus não quer o meu progresso porquanto os meus caminhos estão interditados!

... Deus não quer a minha felicidade, já que tudo quanto me diz respeito resulta em insucesso.

... Deus não quer o meu bem-estar, porque somente sofrimentos me chegam!

... Deus não quer a minha paz, já que a luta jamais me abandona!

... Deus não quer o meu amor, pois que apenas a amargura se me faz companheira!

Estas e outras exclamações caracterizam a visão incorreta que a criatura tem em relação a Deus, especialmente quando está afetada pela revolta ou pela insatisfação.

No entanto, Deus quer o teu progresso; não aquele que se assenta na desonra e no vício;

Deus quer a tua felicidade; não, porém, feita de ilusão e de triunfo mentiroso, que logo passam;

Deus quer o teu bem-estar; todavia, na estrutura de uma vida íntima saudável, que resulta de uma depuração moral necessária;

Deus quer a tua paz legítima, após acalmados os anseios do coração e regularizados os débitos da consciência;

Deus quer o teu amor, superadas as sombras dos conflitos e as instabilidades da tua emoção.

Triunfo no mundo, é gozo que passa.

Triunfo com Deus, é harmonia que permanece.

Deus quer o melhor para ti, e, porque ainda não sabes elegê-lo, proporciona-te os meios para consegui-lo em definitivo, sem margem de o perder.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Ide e Vencei !



Espíritas, lutai! Eis que o Mestre nos chama
À batalha de luz da vida contra a morte!
Armemo-nos de fé serena, augusta e forte
E plantemos o amor que a Terra nos reclama...

Vede! Ao redor de nós, há treva, cinza e lama
E aflitas multidões que vagueiam sem norte!...
Irmãos! Por mais que a dor vos fira ou desconforte,
Atendamos à Voz que nos guia e conclama!...

Embora a sombra hostil nas angústias da prova,
Ide e acendei no mundo a claridade nova
Do Bem que, em tudo, exprima a Lei que nos governa!...

Ide e vencei com Cristo a luta áspera e fria!
E alcançareis, cantando, o Reino da Alegria,
Ao sol da Eterna Paz, na Majestade Eterna.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Boa tarde meus queridos amigos !!!!!
Para os amigos que não querem esperar a chegada do livro nas livrarias de suas cidades,a partir de hoje, ele já pode ser adquirido no site Da Editora.
www.itapuaeditora.com.br
Espero que os amigos prestigiem este meu primeiro livro, e aguardo os respectivos comentários.
Bjs de luz em seus corações.

Sinopse:
Estêvão é filho de uma família de classe média alta e sempre teve tudo aquilo que desejasse. Filho de um médico que dedicou a vida toda ao próximo, e apesar de todo o esforço do pai para lhe ensinar os valores morais - sempre protegido e incentivado pela mãe - segue a carreira profissional do pai, mas não os exemplos. Usando a profissão, comete crimes em nome do amor, destrói lares e pessoas em seus sentimentos. Pratica inúmeras maldades em nome de uma falsa verdade: a dele. Em sua busca incansável pelos prazeres terrenos, nem imagina que as Leis Divinas são eternas e implacáveis. Cai profundamente após o seu desenlace, sofre as piores agruras que um espírito errante nem imagina ser possível, contudo, a misericórdia divina nunca abandona seus filhos. Ajudado por dois espíritos amigos, pode enfim receber o auxílio divino e ser resgatado. Arrependido de suas faltas inicia seu aprendizado das Leis e passa assim, a trabalhar nas trevas a favor da Luz.


domingo, 25 de setembro de 2011

Saibamos Pensar !!!!!



Se pretenderes receber a luz dos anjos para viver em paz entre os homens, observa como pensas, a fim de que a sombra de ontem não te anule a esperança de hoje.

Cada dia é frente movimentada na luta silenciosa, em que nos cabe entronizar na consciência aquela vitória espiritual sobre nós mesmos, capaz de assegurar-nos a suspirada penetração na Vida Celeste.

Hora a hora, aprendamos a pensar com o bem, pelo bem, junto do bem, através do bem e estendendo o bem, a fim de que venhamos a errar menos, diante das leis que nos regem.

Observando o irmão transviado, que a convenção apelida por malfeitor, mentaliza-lhe a recuperação que o integrará na comunidade das criaturas úteis e auxilia-o quanto possas.

Perante a irmã que se fez infeliz na conceituação dos outros, reflete no esforço que o seu valor feminino despendeu para ser nobre e digna e estende-lhe mão fraterna.

Ante o delinqüente que se transformou em réu da justiça, medita na batalha indefinível que o companheiro desventurado terá vivido em si próprio, antes de render-se à tentação e ampara-o com os recursos ao teu alcance.

Não cubras teus olhos com o crepe do pessimismo, nem envolvas réus no gelo da indiferença.

Aprende a pensar para o bem para que o bem te ensine a ver e a servir.

Onde o mundo situa o aviltamento e a corrupção, a falência e a queda, o pensamento reto descobre sonhos malogrados e aspirações desfeitas que a tempestade da ignorância e da penúria destruiu.

Não te confies às sugestões da tristeza e do desânimo, da crueldade e da maldição.

Passa auxiliando e sentirás no irmão da estrada a continuação de ti mesmo.

E, acendendo a luz da confiança e da bondade em torno dos próprios pés, guardarás a mente invulnerável à influência das trevas, convertendo o próprio espírito em vaso sagrado no qual o pensamento nobre, recolhido com limpidez e segurança, transformar-te-á a existência em estrela, brilhando na Terra em abençoada antecipação ao Reino de Deus.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Enquanto



Enquanto há céu azul para teus olhos,
Deixa que a luz de Deus te ajude e guarde
E reflete-lhe as bênçãos para a vida,
Antes que seja tarde.

Enquanto o pensamento claro e belo
Em teu cérebro puro vibra e arde,
Cultiva a idéia nobre e redentora,
Antes que seja tarde.

Enquanto moves tuas mãos robustas,
Estende o bem, servindo sem alarde
E ampara a todos, generosamente,
Antes que seja tarde.

Enquanto a boca lúcida te exprime,
Foge à treva maligna e covarde
E esquece o verbo deturpado e louco,
Antes que seja tarde.

Embora a dor e o pranto, não permitas
Que a tua fé sublime se abastarde...
Abraça a luta e segue para a frente,
Antes que seja tarde.

Não olvides que o túmulo te espera
Sem que a pompa terrena te resguarde
E busca em Cristo a Vida Soberana,
Antes que seja tarde.


pelo Espírito João Coutinho

sábado, 10 de setembro de 2011

Amar, não sofrer.



"Perguntais se é permitido abrandar as vossas próprias provas: essa questão leva a esta:
é permitido àquele que se afoga procurar se salvar? Àquele que tem um espinho cravado, de o retirar?..."
"... contentai-vos com as provas que Deus vos envia, e não aumenteis sua carga, às vezes tão pesada..." (Cap.V, item 26.)

Sofremos porque ainda não aprendemos a amar, afinal, a lei divina nos incentiva ao amor, como sendo a única forma capaz de promover o nosso crescimento espiritual.

Os métodos reais da evolução só acontecem em nós quando entramos no fluxo educativo do amor.
Sofrer por sofrer não tem significado algum, pois a dor tem como função resgatar as almas para as faixas nobres da vida, por onde transitam os que amam em plenitude.

Temos acumulado inúmeras experiências nas névoas dos séculos, em estâncias onde nossas almas estagiaram, e aprendido invariavelmente que somente repararíamos nossos desacertos e equívocos perante a vida através do binômio "dor-castigo".

Nas tradições da mitologia pagã, aprendemos com os deuses toda uma postura marcada pela dor. A princípio os duelos de Osísis, Set e Horus, do antigo Egito. Mais além, assimilamos "formas-pensamentos" das desavenças e vinganças entre Netuno e Júpiter no Olímpio, a morada dos deuses da Grécia.

Por outro lado, não foi somente entre as religiões idólatras que incorporamos essas formas de convicção, mas também nos conceitos do Velho Testamento, onde exercitamos toda uma forma de pensar, na exaltação da dor como um dos processos divinos para punir todos aqueles que se encontravam em falta.

A palavra "talião" significa "tal", do latim "talis", definida como a "Lei de Talião", ou seja, "Olho por olho, dente por dente". Significa que as criaturas deveriam ter como castigo a dor, "tal qual" fizeram os outros sentirem, sem se levar em conta que a idéia de que se tinha do poder divino era caracterizada por atributos profundamente punitivos.

Jó afirmava: "e Deus na sua ira lhes repartirá as dores", no Gênesis, em se referindo aos castigos da mulher: "multiplicarei os teus trabalhos e em meio da dor darás à luz a filhos", são algumas dentre muitas assertivas que nos levaram a formar crença profundas de que somente o sofrimento era capaz de sublimar as almas, ou reparar negligências, abusos e crimes.

No "Sermão do Monte", Jesus Cristo se refere à Lei de Talião revogando-a completamente: "Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais o mal; mas, se alguém te bater na face direita, apresenta-lhe também a outra". Longa foi a estiagem dos métodos corretivos pela dor, contudo o Mestre instalou na Terra o processo da educação pelo amor.

Apesar de Jesus ter invalidado a Lei do "tal crime, tal castigo", ela ainda prevalece para todos os seres humanos que não encontraram no amor uma forma de "viver" e "pensar".

Realmente, durante muito tempo, a dor terá função dentro dos imperativos da vida, estimulando as pessoas às mudanças e às renovações, por não aceitarem que o amor muda e renova e, portanto, utiliza-se dos "cilícios mentais", como meios de suplícios e tormentos, para se auto-punirem, pondo assim em prática toda sua ideologia de "exaltação à falta/punição".

Crenças não são simplesmente credos, máximas ou estímulos religiosos, mas também princípios orientadores de fé e de idéias, que nos proporcionam direção na vida. São verdadeiras forças que poderão limitar ou ampliar a criação do bem em nossa existência.

Mudar para o amor como método de crescimento, reformulando idéias e reestruturando os valores antigos é sairmos da posição de vítimas, mártires ou pobres coitados, facilitando a sintonização com as correntes sutís e amoráveis dos espíritos nobres que subiram na escala do Universo, amando.

Podemos, sim, "sutilizar" nossas energias carmicas, amando, ou "desgastá-las" penosamente, se continuarmos a reafirmar nossas crenças punitivas do passado.

Reforçar o "espinho cravado" ou não retirá-lo é opção nossa.

Lembremo-nos, porém, de que idéias arraigadas e adotadas seriamente por nós tendem a motivar-lhes a própria concretização.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sinto saudades dos pastos verdes, das campinas ondulantes e da caatinga. Sinto saudades da poeira seca da minha terra, do cheiro das coisas e do som argentino do sino da igreja. Escuto ainda na voz da memória o balir das ovelhas, o mugir do gado, o zurrar do asno, o relinchar do cavalo. No tempo da minha saudade escuto o galo cantar para acordar o dia que se demora preguiçoso nos braços da noite. Não tardes sol, a vida precisa de ti! E ele acorda langoroso e dolente e abraça-a, estendendo os raios aos confins da terra. Mas lá na minha terra o sol é mais ardente, pois o dia é exigente e zeloso; assim, cresta a terra insensata e seca as cacimbas seculares. Mas, mesmo assim, sinto falta da poeira e do pó, e ainda escuto ao longe o carro de boi. Vai boi manso, guiando as rodas da minha saudade! Vai, vai bem para longe. Talvez, quem sabe, carregues contigo a memória traiçoeira. Vestido branco de chita – prefiro cetim – toda arrumada e sestrosa, lá vem a menina para a feira. No rosto, leva o carmim, nos lábios, leva a cor do sol da nossa terra. Caminha ligeira, apressada. Vai levar alegria para os olhos cansados. Sinto saudades do cheiro do mato, do odor acre da fumaça, da panela no fogo, as batatas cozidas fazendo as honras da casa. De tudo sinto falta e anelo poder um dia a tudo rever. Quem sabe, talvez, meu amor reencontrar. Já recordo nesse momento as noites de lua do meu lugar. Dengosa, a lua veste de prata os seus raios para os namorados. E as velhas beatas, vé u na cabeça, vestido comprido – a língua também! Até delas sinto falta. Meu Deus, me permita um dia voltar, cobrir os meus passos de outrora, passos cansados, errados, antigos, com os passos de agora. Percorrer meus caminhos, sentir minha terra, ouvir as cantigas cheirar o jasmim. Meu Deus não me tire o chiar do carro de boi, a fumaça do fogão, o sino da torre, o terço na mão. Meu Deus, não te peço amores, prazeres; te peço a penas poder à minha terra voltar, plantar o milho, o feijão, colher o algodão. Meu Deus, se me deres outra vez a vida, te prometo renovar-me e novo homem ser. Assim, meu Senhor, não mais chorarei por mim.
Mensagem de "Um Sertanejo Saudoso", psicografada em 29/06/1992 por Vera Cohim

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Intrigas e acusações.


Quanto possível, abstém-te de assuntos infelizes.

Muitas vezes, quem te fala contra os outros pode trazer a imaginação doente ou superexcitada.

Quando alguém, porventura, se te faça veículo de alguma intriga, tanto é digna de compaixão a pessoa que te trouxe essa bomba verbal, quanto a outra que a teria criado.

Uma frase imperfeitamente ouvida será sempre uma frase mal interpretada.

A criatura que se precipita em julgamentos errôneos, a teu respeito, talvez seja vítima de lastimável engano.

Muitas pessoas de hábitos cristalizados em comentários descaridosos, em torno da vida alheia, estão a caminho de tratamentos médicos, dos mais graves.

Se trazes a consciência tranqüila, as opiniões negativas efetivamente não te alcançam.

Diante de críticas recebidas, observa até que ponto são verídicas e aceitáveis, para que venhamos a retificar em nós aquilo que nos desagrada nos outros.

Conhecendo algum desequilíbrio em andamento, auxilia em silêncio naquilo em que possas cooperar sem alarde, sem referir a ninguém, quanto ao esforço de reajuste que sejas capaz de desenvolver.

Compadece-te dos acusadores e ora, em favor deles, rogando a Deus para que sejam favorecidos com a bênção de paz que desejamos para nós.

sábado, 27 de agosto de 2011

Prece de Gratidão.


Senhor Jesus! pela benção
De Tua doutrina santa
Que nos apóia e levanta
Para o Reino de Amor,
Pela paz que nos ofertas,
Pela esperança divina
Que nos conforta e ilumina,
Bendito sejas, Senhor!

Pela carícia do lar,
– Doce templo de carinho
– Que nos concedes por ninho,
Céu na Terra campo em flor.
Pelo aconchego suave
Da feição que nos aquece,
Pelo consolo da prece,
Bendito sejas, Senhor!...

Pelo tesouro sublime
De graças da natureza,
Pela serena beleza
Do mar, do jardim, da cor,
Pela fonte que entretece
Poemas de melodia;
Pelo pão de cada dia,
Bendito sejas, Senhor!

Em tudo o que nos reserves
À luz de cada momento,
O nosso agradecimento
por tudo, seja o que for...
Vivemos, Jesus Querido,
Na alegria de encontrar-Te,
Cantando por toda parte,
Bendito sejas, Senhor!...

Pelo Espírito João de Deus - Do livro: À Luz da Oração, Médium: Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Amealhando tesouros

Não são poucos aqueles que gastam boa parte de sua energia e de seu tempo a buscar tesouros, acumular riquezas.
Está no sonho de muitos ter uma vida abastada, uma condição financeira vantajosa, um estilo de vida cercado de conforto e, não raro, de luxo.
Para tanto, investe-se o tempo, os recursos, a energia, tudo o que for necessário, em nome da carreira, do sucesso, do retorno financeiro.
Planos detalhadamente são elaborados, metas são traçadas e parte-se para a busca e a conquista do mundo.
E, tão envolvidos nos achamos nessa conquista, que nos esquecemos de que, a qualquer momento, podemos ser chamados de retorno ao lar, à nossa verdadeira pátria, ao mundo espiritual.
Nada há de errado em ter como meta o sucesso profissional, em desejar uma posição social confortável, em buscar ganhos financeiros de grande monta.
O fruto do trabalho honesto e bem conduzido é digno do trabalhador, que a ele faz jus.
O que ocorre é que, muitas vezes, ao encetar tal viagem na conquista do mundo externo, esquecemos o quão passageiro e efêmero ele é, o quanto ele efetivamente representa para nossa vida.
Ora deixa-se a convivência familiar em busca de experiências profissionais melhor remuneradas. De outra feita, as reuniões fraternas não contam com nossa presença, posto que nossas ocupações não nos permitem.
Não raro, o brincar com o filho, ou o nosso passatempo predileto, ou ainda a diversão descompromissada, tudo perde espaço para novas responsabilidades assumidas.
Caminhamos como se tivéssemos que conquistar o mundo e nos esquecemos de que não há desafio maior do que o de se autoconquistar.
Preocupamo-nos em demasia com aquilo que nos rodeia e nos esquecemos da nossa intimidade.
Assim, faz-se necessário pararmos vez ou outra a fim de nos perguntarmos quais são os tesouros que estamos amealhando nesta vida.
Se nossa vida física se concluísse hoje, o que levaríamos conosco?
De tudo que conseguimos nesta vida, de todos os tesouros, quais ficariam nos cofres do mundo e quais conseguiríamos levar conosco, no cofre do coração?
Jesus nos alertou sobre os tesouros que deveríamos efetivamente buscar, ensinando-nos sobre a condição passageira da vida física e da grandiosidade da vida espiritual.

sábado, 20 de agosto de 2011

Esse Incrível Amor

Dizem que é este arroubo que faz o coração disparar, o sangue fluir ao rosto, as pernas tremerem ante a visão do ser amado.

Afirmam que amar é abraçar forte e, abraçados, assistirem o sol se aconchegar no poente, para a
dormecer até ser despertado pela manhã.

Falam que o
amor é este sentimento que emula o ser a escrever poemas, a declamar sonetos e compor serenatas...

Sim, tudo isto são expressões do
amor. Do amor de um ser para o outro.

Mãos que se entrelaçam, corpos que se aproximam, que se movimentam ao som da música que os embala. Abraços, beijos.

Mas o
amor verdadeiro é quando tudo isso persiste após anos de convivência.

Amar é sentir
prazer de estar com o outro, ouvi-lo, acalentá-lo.

Nos dias tristes, o
amor é a nota melódica que cantarola esperança em ouvidos atentos.

É fazer uma declaração de
amor, cantando versos, depois que as rugas fizeram arabescos na face e os cabelos se tingiram de neve e prata, ao toque dos delicados dedos do tempo.

Amar é, depois de filhos crescidos, netos à vista, dançar à luz do luar, no jardim da casa, na varanda do apartamento, observados por um
céu de estrelas.

Amar é surpreender o outro com uma flor, um m
imo em data qualquer.

É sair para tomar um suco, um só, no mesmo copo, com dois canudinhos. Só para poder encostar o nariz um no outro e os olhos sorrirem.

É repartir a pizza, para dividir as calorias. É tantas coisas pequenas, grandes, imensas...

É dizer: “Deixe que
eu faço.Você está tão cansada.”

É buscar as crianças, banhá-las, dar-lhes o lanche e quando ele chegar, estar pronta para convidar: “Vamos jantar só nós dois, em algum lugar?”

É descobrir o que pode fazer o outro mais feliz. É preocupar-se com ele.

É comentar o novo penteado, elogiar a roupa nova.

É segurar a mão, no hospital, enquanto o ser amado convalesce.

É falar de esperança, acenando melhores dias, quando as sombras do desalento comparecem no
céu familiar.

Amar é ter tempo para assistir juntos um filme, comentar depois e... assistir outra vez, para reviver as emoções positivas da primeira vez.

É lembrar do dia do aniversário, é surpreender.

Enfim, o
amor verdadeiro é aquele que solidifica nos anos, amadurece no tempo e se perpetua pela vida afora.

Pense nisso e se pergunte se você ama de
verdade.

Pense quando foi a última vez que fez uma declaração de
amor, fez um elogio, deu um presente.

Quando foi a última vez que saiu para jantar, para dançar, para
passear?

Quando foi a última vez que saíram de mãos dadas, que assistiram a um show de cabeças coladas uma à outra...

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Definir o Amor

 

Definir o amor é limitá-lo, encarcerá-lo numa redoma de palavras incompletas.
O que é o
amor?
Esta pergunta foi feita para um grupo de crianças de 4 a 9 anos, durante uma pesquisa feita por profissionais de
educação e psicologia.
E ninguém melhor do que uma criança, e a pureza de s
eu coração, para tentar explicar o que é o amor...

“O
amor é quando alguém te magoa, e você, mesmo muito magoado, não grita, porque sabe que isso fere os sentimentos da pessoa.” Mathew, 6 anos.

“Quando minha avó p
egou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos dos pés. Meu avô, desde então, pinta as unhas para ela, mesmo quando ele tem artrite.” Rebecca, 8 anos.

“Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos, mesmo se conhecendo há muito tempo.” Tommy, 6 anos.

“Quando alguém te ama, a forma de falar s
eu nome é diferente.” Billy, 4 anos.

“Amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas, sem esperar que a outra
pessoa te ofereça as batatinhas dela.” Chrissy, 6 anos.

“Amor é quando minha mãe faz ca
para o meu pai, e toma um gole antes para ter certeza que está do gosto dele.” Danny, 6 anos.

“Quando você fala para alguém algo ruim sobre você mesmo, e sente medo que essa
pessoa não venha a te amar por causa disso. Aí você se surpreende, já que não só continuam te amando, como agora te amam mais ainda!” Samantha, 7 anos.

“Há dois tipos de
amor: o nosso e o amor de Deus. Mas o amor de Deus junta os dois.” Jenny, 4 anos.

“Amor é quando mamãe vê o papai suado e
mal cheiroso e ainda fala que ele é mais bonito que o Robert Redford!” Chris, 8 anos

“Durante minha apresentação de piano,
eu vi meu pai na platéia me acenando e sorrindo. Era a única pessoa fazendo isso e eu não sentia medo.” Cindy, 8 anos.

“Quando você ama alguém, s
eus olhos sobem e descem e pequenas estrelas saem de você!” Karen, 7 anos.

Temos muito que aprender com as crianças, sim. E muito mais a aprender com o
amor, e sobre ele.
Pequenos gestos, grandes sacrifícios anôn
imos, olhares, sorrisos – tudo faz parte deste universo sem fim chamado amor...
O
amor é um sentimento, mas também um estado de espírito.
Ele é uma busca, mas também é o caminho a seguir.
Ele é um objetivo, porém também o meio mais sublime de se alcançar.
O
amor é alimento, consolo, passado e futuro.
É presente no tempo e no gesto de se dar.
É a maior descoberta da vida. É a maior bênção da vida.
E se a
poderá mover montanhas inteiras, o amor então terá o poder de construir cordilheiras...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Teste cristão

O dever do cristão é se tornar cada vez melhor. Em O livro dos Espíritos, encontramos a seguinte recomendação do Espírito Santo Agostinho:
Fazei o que eu fazia quando vivi na Terra: no fim de cada dia interrogava a minha consciência. Passava em revista o que havia feito e perguntava a mim mesmo se não tinha faltado ao cumprimento de algum dever. Se ninguém teria tido motivo para se queixar de mim.
Foi assim que cheguei a me conhecer e ver o que em mim necessitava de reforma.
Muito oportuno então que, na condição de seguidores de Jesus, nos perguntemos, para saber como anda a nossa paciência:
Estamos mais calmos e compreensivos?
Lembrando do relacionamento doméstico, respondamos: Já conseguimos conquistar um clima de paz dentro do lar?
Observando nossas manifestações com os amigos, questionemos:
Trazemos o Evangelho mais vivo em nossas atitudes?
Pesquisando o próprio desapego, verifiquemos: Andamos um pouco mais livres do anseio de posses terrestres?
Estamos usando mais os pronomes nós, nosso, nossa e menos os possessivos, meu, minha?
Nossos instantes de tristeza ou de cólera estão mais raros?
Como anda a questão dos desafetos e aversões? Temos conseguido nos achegar às pessoas que não nos são tão simpáticas? Ou ainda cultivamos uma discreta inimizade?
Auxiliamos aos necessitados com mais abnegação? Como temos olhado para os miseráveis que vivem pendurados em barrancos, à beira dos rios?
Qual tem sido a nossa opinião a respeito das crianças que se apresentam como meninos e meninas de rua, descuidados e ociosos?
Somos daqueles que somente criticam ou já nos credenciamos como voluntários em algum serviço do bem para reverter a situação?
Recordando nossa fé, podemos afirmar que ela se mostra mais segura?
Temos orado de forma sincera?
Temos demonstrado através da nossa fala mais indulgência? Temos tornado os nossos braços mais ativos e as nossas mãos mais abençoadoras?
Todo o Evangelho de Jesus, a Quem seguimos, é alegria no coração. Estamos de fato, mais alegres e felizes em nossa intimidade?
Tudo caminha. Tudo evolui. Busquemos fazer o mesmo.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O mensageiro do Amor !!!!!!!



Falava-se na reunião, com respeito à preponderância dos sábios na Terra, quando Jesus tomou a palavra e contou, sereno e simples:
— Há muitos anos, quando o mundo perigava em calamitosa crise de ignorância e perversidade, o Poderoso pai enviou-lhe um mensageiro da ciência, com a missão de entregar-lhe gloriosa mensagem de vida eterna.

Tomando forma, nos círculos da carne, o esclarecido obreiro fez-se professor e, sumamente interessado em letras, apaixonou-se exclusivamente pelas obras da inteligência, afastando-se, enojado, da multidão inconsciente e declarando que vivia numa vanguarda luminosa, inacessível à compreensão das pessoas comuns.

Observando-o incapaz de atender aos compromissos assumidos, o Senhor Compassivo providenciou a viagem de outro portador da ciência que, decorrido algum tempo, se transformou em médico admirado.

O novo arauto da Providência refugiou-se numa sala de ervas e beberagens, interessandose tão somente pelo contacto com enfermos importantes, habilitados à concessão de grandes recompensas, afirmando que a plebe era demasiado mesquinha para cativar-lhe a atenção.

O Todo-Bondoso determinou, então, a vinda de outro emissário da ciência, que se converteu em guerreiro célebre.

Usou a espada do cálculo com mestria, pôs-se à ilharga de homens astuciosos e vingativos e, afastando-se dos humildes e dos pobres, afirmava que a única finalidade do povo era a de salientar a glória dos dominadores sanguinolentos.

Contristado com tanto insucesso, o Senhor Supremo expediu outro missionário da ciência, que, em breve, se fez primoroso artista.

Isolou-se nos salões ricos e fartos, compondo música que embriagasse de prazer o coração dos homens provisoriamente felizes e afiançou que o populacho não lhe seduzia a sensibilidade que ele mesmo acreditava excessivamente avançada para o seu tempo.

Foi, então, que o Excelso Pai, preocupado com tantas negações, ordenou a vinda de um mensageiro de amor aos homens.

Esse outro enviado enxergou todos os quadros da Terra, com imensa piedade.

Compadeceu- se do professor, do médico, do guerreiro e do artista, tanto quanto se comoveu ante a desventura e a selvageria da multidão e, decidido a trabalhar em nome de Deus, transformouse no servo diligente de todos.

Passou a agir em benefício geral e, identificado com o povo a que viera servir, sabia desculpar infinitamente e repetir mil vezes o mesmo esforço ou a mesma lição.

Se era humilhado ou perseguido, buscava compreender na ofensa um desafio benéfico à sua capacidade de desdobrar-se na ação regeneradora, para testemunhar reconhecimento à confiança do Pai que o enviara.

Por amar sem reservas os seus irmãos de luta, em muitas situações foi compelido a orar e pedir o socorro do Céu, perante as garras da calúnia e do sarcasmo; entretanto, entendia, nas mais baixas manifestações da natureza humana, dobrados motivos para consagrar-se, com mais calor, à melhoria dos companheiros animalizados, que ainda desconheciam a grandeza e a sublimidade do Pai Benevolente que lhes dera o ser.

Foi assim, fazendo-se o último de todos, que conseguiu acender a luz da fé renovadora e da bondade pura no coração das criaturas terrestres, elevando-as a mais alto nível, com plena vitória na divina missão de que fora investido.

Houve ligeira pausa na palavra doce do Messias e, ante a quietude que se fizera espontânea no ruidoso ambiente de minutos antes, concluiu ele, com expressivo acento na voz: — Cultura e santificação representam forças inseparáveis da glória espiritual.

A sabedoria e o amor são as duas asas dos anjos que alcançaram o Trono Divino, mas, em toda parte, quem ama segue à frente daquele que simplesmente sabe.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Lembra-te de Deus.




Lembra-te de Deus para que não olvides a tua alma no labirinto das sombras.

O Criador vive e palpita na Criação que o reflete.

Quando estiveres ferido pelas farpas do sofrimento, lembra-te de Deus que, em muitas ocasiões, socorre a terra seca, por intermédio de nuvens tempestuosas.

Quando te sentires revoltado ante as misérias do mundo, lembra-te de Deus, cuja majestade permanece incorruptível, no próprio fruto podre, através da semente pura em que a planta se renovará exuberante e vitoriosa.

Lembra-te de Deus e aprende a não julgar com os olhos físicos, que apenas assinalam na Terra ligeiras nuances da verdade.

Tudo nos infinitos domínios do Infinito Universo transformação incessante para a gloria do bem.

Em razão disso, o mal sempre efêmero nevoeiro na exaltação da eterna paz, e toda sombra, por mais dilatada no espaço e no tempo, não passa de expressão transitória no jogo das aparências.

Não reproves, assim, o solo estéril pela carência que patenteia e nem condenes a víscera cadavérica pelo bafio que exala, porque, amanhã, a Bondade de Deus pode reunir um e outro, com eles edificando um berçário de lírios.

Não te antecipes à Justiça do Pai Celeste quando fores incomodado, porque o Pai Celeste sabe distribuir o pão e a corrigenda com os filhos que lhe constituem o patrimônio de excelso amor.

Ainda mesmo diante do inferno que nós criamos na consciência com os nossos erros deliberados, ei-lo, bondoso, a expressar-se com o seu Divino Devotamento, transformando-o em lixívia que nos sane as mazelas da alma.

Trabalha, ajudando sempre, na certeza de que Deus sustenta a vida, para que a vida se aprimore.

Assim sendo, no principio de cada dia ou no começo de cada tarefa nova, faze da oração a nota inicial de teu passo primeiro, para que te não falte a inspiração do Céu em toda a medida justa.

Quando fatigado, seja Deus teu descanso.

Quando aflito, seja Deus teu console.

Quando supostamente derrotado, seja Deus teu arrimo.

Quando em desalento, seja Deus tua fé.

Ergue, diariamente, um templo vivo de amor a Deus em teu espírito e rende-lhe preito incessante, através do serviço ao próximo, nas lutas de cada hora.

Em todos os lances de nossa peregrinação para os cimos, lembremo-nos de Deus para que não estejamos esquecidos de nós.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Paciência !!!

 

O homem moderno tem urgente necessidade de cultivar a paciência, na condição de medicamento preventivo contra inúmeros males que o espreitam.
De certo modo a vida moderna nos traz inúmeros contra tempos que nos fazem medir o nosso nível de compreensão e de paciência. As situações do cotidiano as mensagens passadas pelos fatos do dia a dia nos levam a muitas das vezes perder o controle sobre nos mesmos. De certo modo, vitimado pelas circunstâncias da vida ativa em que nos encontramos, sofremos desgaste contínuo que nos levam não raro, a estados neuróticos e agressivos ou a depressões que nos aniquilam.
A paciência é uma virtude que deve ser cultivada e cuja força somente pode ser medida, quando submetida ao teste que a desafia, em forma de problema.
Exercitando-a nas pequenas ocorrências, sem permitir-se a irritação ou o agastamento, adquiriremos força e enfrentaremos com êxito as situações mais graves.
Paciência por isso mesmo, em sua luminosa autenticidade há de ser aprendida, sentida, sofrida, exercitada e consolidada junto daqueles que nos povoam as áreas do dia a dia, se quisermos esculpi-la por realização imorredoura no mundo da própria alma.
Recorda que a Vontade de Deus se expressa, cada hora, nas circunstâncias que nos cercam! Paguemos nossas contas com a sombra, para que a Luz nos favoreça!
Em verdade, alcançaremos a concretização dos nossos projetos de felicidade, mas, antes disso, é necessário liquidar com paciência as dívidas que contraímos perante a Lei.
 
A única força capaz de proporcionar-nos triunfos imediatos, em quaisquer setores da vida, é a FORÇA DA PACIÊNCIA.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Nunca deixe de sonhar

Ao chegar a este mundo, trazemos os olhos cheios de simplicidade e de uma alegria ingênua, contagiante...
Nessa época de infância, despreocupada e leve, quantos sonhos carregamos! A imaginação corre livre. Não há limites para a mente fértil. Tudo é possível.
Mas crescemos. E a vida vai se encarregando de apagar um pouco do brilho dos nossos olhos.
Ouvimos tantas vezes a palavra não que, aos poucos, nos revestimos de uma cautela exagerada. Passamos a ter medo de ousar ir além, de transpor até mesmo pequeninos limites.
Devagar, muito lentamente, passamos a colocar cada vez mais freios na alma, a exercer autocensura, a matar a imaginação.
Antes de sonhar, repreendemos a nós mesmos: Ah, isso não é possível! Ou Isso não vai dar certo. E nem nos permitimos imaginar algo novo e ousado.
Mas, pensemos, vale a pena viver de forma tão metódica? Com cada passo contado? Com os sonhos reprimidos?
A resposta é não. Não vale a pena sufocar os sonhos, que podem ser a ponte para uma vida mais feliz e plena.
Um sonhador é alguém que não se acomoda. Está sempre buscando algo de bom, de novo, de diferente. É um idealista, um lutador.
Observe que não estamos falando de pessoas rebeldes, daquelas que desejam apenas quebrar regras como forma de provocação.
Falamos de pessoas que aspiram viver em um mundo mais justo, abençoado por gestos de fraternidade e cheio de ética, alegria e paz.
Você lembra quando John Lennon cantou que era um sonhador, mas que não era o único?
Na música Imagine, ele imaginava um planeta livre de preconceitos religiosos, sem que as fronteiras dos países impedissem os homens de ser irmãos.
Pois é. O que Lennon queria mesmo era que mais sonhadores se juntassem a ele, para que o mundo fosse um só, muito mais unido, mais solidário e amoroso.
Vamos atender a esse convite?
Sim, porque atender a esse chamado de irmandade é também aderir à mensagem de grandes líderes religiosos, de filósofos, de homens de bem.
Lembremos que a Humanidade caminha porque há quem sonhe. Inventores, cientistas, sacerdotes, pensadores em geral são grandes sonhadores.
Gandhi sonhou que a independência da Índia seria conquistada sem violência. E conseguiu dobrar o poderoso império britânico, sem pegar em armas. Apenas com gestos de amor, com seriedade e com uma vontade férrea.
São homens como esse os verdadeiros sonhadores. Não aguardam sentados. Não se deixam abater. Não permitem que o pessimismo alheio os contamine.
Sonhadores movem o mundo, a partir de ideais que eles tornam realidade. Os seus são sonhos de bem-estar, de fraternidade, de gestos amorosos.
Permita-se, você também, sonhar coisas belas, buscar mudanças positivas. Toque as estrelas com as pontas dos dedos. Sonhe.
Sonhe, sim. Todos os dias, todas as horas. E tente fazer seus sonhos se materializarem, para mudar o mundo para melhor.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Imenso amor

 
Estavam casados há dezenove anos. Tinham um filho.
Numa manhã de primavera, o marido pediu o divórcio. Confessou já ter outra companheira com quem bem se entendia e desejava viver.
A esposa ficou chocada mas, em vez do escândalo que ele esperava, ela simplesmente lhe pediu para aguardar trinta dias.
E, como cláusula adicional para o deixar seguir sua vida, lhe exigiu que, durante aquele período, a cada manhã, ele a transportasse em seus braços do quarto para a sala de jantar.
Que são trinta dias para quem poderia gozar a liberdade depois?
No dia seguinte, ele a transportou do quarto para a sala de jantar e saiu para o trabalho. Quando retornou à noite, ela estava sentada à mesa e escrevia.
Assim foi no segundo e nos demais dias. No vigésimo primeiro dia, quando ele a apanhou nos braços, ela recostou sua cabeça no ombro dele.
Aquilo o fez recordar dos dias primeiros da união matrimonial. Um doce enlevo pareceu envolvê-lo, mas ele jogou longe os pensamentos.
No vigésimo quinto dia, quando ele a estava levando para a sala de jantar, o filho os surpreendeu. Olhou a ambos, sorriu e comentou:
Olha o casalzinho namorando... Legal, hein, pai!
Aquilo mexeu com ele. Faltavam somente cinco dias para sua liberdade.
Mas ele começara a sentir algo estranho dentro dele. Já não tinha tanta certeza se desejava mesmo ficar com a outra companheira, deixando esta.
Os dias do namoro, o romantismo dos primeiros anos principiava, de forma insistente, a surgir na tela da sua mente.
Ele passou a se dar conta que, a cada dia, a esposa estava mais leve. Pensou que deveria ser por já se ter habituado àquele ritual matutino.
No trigésimo dia, ele desfez o compromisso com a outra companheira. Ela ficou muito zangada e disse que a esposa usara de subterfúgios para o seduzir novamente.
Raivosa, o despachou.
Foi ao quarto. Ela estava deitada. Ele se aproximou, curvou-se para beijá-la. Sentiu-a gélida. Ela estava morta.
Sobre a mesa de cabeceira, um envelope nominado a ele. Abriu-o e começou a ler. Era uma longa carta, aquela que ele a vira escrever, dia após dia.
Entre lágrimas leu que, no dia em que ele lhe pedira o divórcio, ela havia se preparado para lhe dizer do diagnóstico que recebera.
E de que teria somente trinta dias de vida. Por isso, para que ele não se sentisse culpado e ficasse verdadeiramente livre, ela pedira aquele prazo e a atenção toda manhã.
Agora, ele estava livre para buscar o amor que desejava. Ela se fora.
O homem chorou e chorou. Chorou a perda do seu grande amor. Um amor que, mesmo não mais sendo amado, pensara nele, na sua felicidade.
Um imenso amor como poucos...